Tratamento terapêutico.

Escrito por Assessoria Parlamentar

Tratamento terapêutico.

Os males que o uso de drogas e toda sorte de atividades que estão ligadas ao tráfico e comércio de substâncias psicotrópicas ilícitas causam à sociedade são reconhecidamente grandes.

A batalha contra as drogas exige esforço contínuo do poder público, dos usuários eventuais, dos dependentes químicos e das famílias, mas, muitas vezes, esbarra em obstáculos que acabam neutralizando toda e qualquer iniciativa de enfrentamento do problema.

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Nos últimos anos, algumas políticas públicas de atenção aos usuários de drogas tiveram grande repercussão nos meios de comunicação social, por terem se voltado para as internações involuntárias ou compulsórias de toxicômanos.

O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, a partir de parcerias com o Ministério Público e o Poder Judiciário, passaram a adotar as internações mais ostensivamente, de modo a afastar das ruas e das chamadas “cracolândias” os dependentes em estágio mais grave de vulnerabilidade e de incapacidade cerebral de poder de decisão.

A distribuição de auxílios pecuniários para as famílias de dependentes químicos, com a finalidade de custear internações em clínicas de recuperação particulares, é outra ação que catalisou o número de internações voluntárias e involuntárias.

Ao mesmo tempo em que aplaudimos o trabalho assistencial empreendido pelos governos, que tem gerado oportunidades para que milhares de dependentes químicos sejam reinseridos no convívio social e familiar, havemos que estar atentos aos procedimentos adotados pelas instituições públicas e particulares que estão oferecendo serviços de recuperação com recursos públicos.

“É preciso aprimorar a assistência aos usuários e dependentes nas clínicas de recuperação e comunidades terapêuticas de todo o País.”

É perfeitamente possível oferecer meios para que o dependente químico recupere sua integridade, fortaleça seus laços familiares e retorne ao convívio e às atividades sociais.

Mas é preciso que as políticas públicas voltadas para esse segmento sejam muito bem planejadas e executadas, de modo a não conferir contornos ainda mais sombrios para uma situação que já é muito grave.

Faço, pois, um apelo para que fiscalizemos e cobremos juntos medidas efetivas perante as esferas administrativas, a fim de aprimorar a assistência dada aos usuários e dependentes de drogas nas clínicas de recuperação e comunidades terapêuticas de todo o País.

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP

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