Terceira Idade no Brasil

Escrito por Assessoria Parlamentar

Terceira Idade no Brasil.

É necessário nos conscientizarmos de que já começamos a nos tornar um país de idosos.

Previsões apontam que o processo estará completo nas próximas três décadas, e será três vezes mais rápido do que na Europa, onde os mais idosos demoraram um século para ser a maioria da população.

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A atual geração vive a transição para um sistema previdenciário com cada vez menos contribuintes e mais beneficiários.

“Se queremos ser um país decente, não podemos continuar sendo desrespeitosos para com as regras e direitos dos cidadãos.”

Apesar da grande conquista que foi o Estatuto do Idoso, sancionado em 2003 pelo presidente Lula, não houve como contrapartida políticas públicas dirigidas aos idosos.

O que há de concreto ou é secundário, como o estímulo ao turismo para a terceira idade, ou resvala para o assistencialismo hipócrita, com filas e desrespeito ao público–alvo.

Os dados do IBGE são um alerta para todos nós, políticos e cidadãos: precisamos preparar o Brasil para a nova fase demográfica já iniciada.

A reforma previdenciária e a reforma tributária terão que ser vistas por novos ângulos. Para garantir direitos aos aposentados, teremos que fazer o país crescer mais com menos impostos.

Há, também, a questão da reforma cultural.

Se queremos ser um país decente para a terceira idade, não podemos continuar sendo o país onde, por exemplo, as pessoas estacionam em fila dupla, na calçada ou em vagas destinadas aos idosos. Não podemos continuar sendo o país onde bairros inteiros ficam inabitáveis durante vários dias, no carnaval.

O desrespeito generalizado aos direitos de todas as faixas etárias é comum, por parte dos governantes, da iniciativa privada e dos próprios concidadãos. É fácil constatar que essa nossa cultura barulhenta e desrespeitosa para com as regras e direitos alheios é muito prejudicial para os idosos.

Até mesmo a cultura, porém, pode ser mudada com o esforço legislativo, e com a adoção de políticas públicas.

Que o Executivo e o Legislativo tenham sabedoria e sensibilidade para adotar políticas de proteção social à terceira idade.

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP

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