Surto da dengue

Escrito por Assessoria Parlamentar

Surto da dengue.

É triste reconhecer isto, mas parece que uma nova e indesejada tradição está sendo criada em nosso País. A cada verão, tem se repetido a ocorrência de surtos de dengue, que atingem número crescente de pessoas, em diversos estados brasileiros.

Só nos últimos três meses, foram registrados mais de 460 mil casos da doença, o que representa um acréscimo de 240% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Como era de esperar, as mortes decorrentes de complicações dessa enfermidade também aumentaram — quase 30%.

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Praticamente todas as regiões têm sido afetadas, em maior ou menor grau. Infelizmente, meu estado, São Paulo, concentra mais da metade dos casos e 75% dos óbitos até agora contabilizados. Alguns especialistas atribuem esse quadro ao fato de a população paulista ter tido, até então, menor contato com o vírus e, portanto, ser mais vulnerável que a dos outros estados.

É sabido que, no verão, devido à maior frequência de chuvas, e ao resultante acúmulo de água, o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, encontra ambiente ideal para a sua proliferação. É notório também que o Poder Público vem negligenciando, e não é de hoje, suas obrigações relativas ao saneamento básico e à vigilância em saúde.

“Com alguns minutos por dia podemos eliminar focos de acúmulo de água em latas, embalagens, vasos de plantas, pneus velhos, caixas d’água, lixeiras e outros onde a larva do Aedes aegypti possa se desenvolver”

Embora essas duas condições sejam necessárias, talvez não sejam suficientes para explicar a maciça propagação da dengue no Brasil nos últimos tempos. Estudos comprovam que grande parte das contaminações se dá dentro das casas, evidenciando, assim, que todos nos devemos engajar no combate a esse mal. Nesse sentido, talvez até seja nossa a maior parcela de responsabilidade na aplicação de medidas profiláticas.

Mas nós não precisamos esperar que as diversas esferas de governo comecem a agir, para fazermos a nossa parte. Graças às campanhas de esclarecimento veiculadas pela imprensa, todos sabemos como erradicar os criadouros do mosquito. Bastam alguns minutos, a cada dia, para eliminar possíveis focos de acúmulo de água em latas, embalagens, vasos de plantas, pneus velhos, caixas d’água, lixeiras e outros onde a larva do Aedes aegypti possa se desenvolver.

Portanto, vamos nos comportar como cidadãos conscientes, empenhando nossos melhores esforços na luta para acabar com essa praga, que tanto mal tem causado ao Brasil.

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP

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