Superação das Crises Política e Econômica

Escrito por Assessoria Parlamentar

SUPERAÇÃO DAS CRISES POLÍTICAS E ECONÔMICAS

2017-05-30 Superacao crise politica economica

Tema: Confiança na superação das crises política e econômica pelo País. Importância das instituições públicas para a preservação do Estado Democrático de Direito.

Data: 30/05/2017
Sessão: 138.3.55.O
Hora: 17:56

O SR. ANTONIO BULHÕES / PRB-SP, pronuncia o seguinte discurso:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o momento político que vivemos no Brasil é como um daqueles predecessores de uma mudança forte. O que se apresenta todos os dias nos jornais parece aquele corpo possesso em que o espírito maligno esbraveja para não voltar às trevas. Cada dia é uma luta teimosa contra o destino do tempo que vai chegando.

Para os otimistas de boa-fé, a insegurança política de hoje é o preço a pagar para o novo tempo. Para os pessimistas virtuosos, estamos em uma quadra da história em que não podemos descuidar dos princípios democráticos e do Estado de direito, para não destruirmos a confiança social.

A vantagem do pessimismo racional está em reconhecer o mal do momento, para não permitir deixar chegar a barbárie. Para uma nação civilizada, o caos seria perder-se a fé nas instituições e passar a acreditar que nelas todos são iguais.

Não somos! Há 2 mil anos uma nova filosofia política começou a formar o que chamamos de Ocidente. Neste nosso mundo, nada é predeterminado, e cada pessoa, embora uma andorinha, pode tornar virtuosos a sua casa e o mundo a sua volta.

É a pessoa virtuosa que fortalece a instituição, como a família, o Congresso Nacional e o Ministério Público. Não podemos cair na fácil tentação de que ninguém presta. As instituições públicas não são uma usina de lixo em que o material que circula nela – pessoas – é apenas processado. Acreditar nisso é admitir que o Brasil está preso numa moldura, como um quadro já acabado, e que as imagens na tela são todas de mesma natureza. Não são!

O nosso País é uma sociedade aberta em que as decisões, tanto de quem está em cima quanto de quem está embaixo, são de responsabilidade de cada um. Isso significa que não se pode tomar o todo por uma parte. É aí que vejo uma precipitação ou a injustiça de dizer que o Brasil é como uma usina de lixo.

Uma análise de boa-fé política do Brasil, mesmo que pessimista, não parte de uma linha de destino imutável. Mesmo que o mal esteja vicejando há algum tempo, não se deve admitir que todos são farinha do mesmo saco. Acreditar nisso é o mesmo que não garantir a defesa e cair na luta de todos contra todos.

É preciso dar um voto de confiança às instituições, porque estão reguladas sob o princípio do Estado de direito. E o Estado de direito está mostrando valor, está tipificando e individualizando cada conduta, porque crime é um ato individual, ainda que feito em conluio com outros.

Quem achava que as instituições conspiravam contra uma linha ideológica está sendo testemunha de que a Justiça permanece cega. Apenas coteja a conduta com a lei para agir.
É preciso manter a esperança, porque o futuro é desconhecido, mas pode ser estimado.

Estimamos que a atividade política conseguirá sanear os fundamentos econômicos, para que a economia cresça e a riqueza volte a ser criada. Estimamos que o Governo deixará de escolher empresários para serem os campeões nacionais de riqueza. Tenho esperança de que o futuro que se projeta será mais virtuoso, com empresários dependendo apenas do próprio talento para crescer, competindo em qualidade com o concorrente.

Estimamos que o Brasil ingressará numa fase em que todos terão a confiança de que serão tratados de igual maneira.

O nosso País não é inviável, porque ele já chegou até aqui. Vemos setores que não degeneraram. Vemos o progresso de pessoas que fazem trabalhos para as comunidades, nos bairros. Assistimos à solidariedade humana em cada pedaço do Brasil.

Vejo um momento de ressurgimento da cidadania brasileira, não aquela que espera favor do senhor da fazenda política, mas, sim, a que acredita que só a pessoa pode ser protagonista do próprio destino.

Esse futuro ficará ainda provável quando acreditarmos que as instituições agem de boa-fé.

Quando elas estão organizadas com base no Estado de direito, elas são mais fortes que um líder demagogo e desonesto.

Tenho esperança de que o ranger de dentes da agonia política está chegando ao fim.

Muito obrigado!

ANTONIO BULHÕES
Deputado Federal / PRB-SP