Sexualidade nas Escolas

Escrito por Assessoria Parlamentar

SEXUALIDADE NAS ESCOLAS

Tema: Malefícios decorrentes da distribuição de livros escolares sobre sexualidade em dissonância com os preceitos do Plano Nacional de Educação. Necessidade de asseguramento pelos pais da existência de compatibilidade entre os valores familiares e o conteúdo do material didático usado nas escolas.

2016-02-03 Sexualidade nas Escolas

Data: 03/02/2016
Sessão: 002.2.55.O
Hora: 17:36

O SR. ANTONIO BULHÕES / PRB-SP, pronuncia o seguinte discurso:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o conceito mais literal de democracia é “o governo do povo”. A vida moderna, com tantos compromissos e interesses, não permite que cada um do povo compareça a uma assembleia para deliberar as políticas de interesse da sociedade. Em função disso, a população escolhe os seus representantes para decidirem sobre as políticas públicas que expressam a vontade geral.

O preço que a população paga para não ser surpreendida por uma decisão tomada solitariamente por um déspota é o tempo que se leva para a medida ser aprovada no Congresso. Alguns temas demoram a ser transformados em lei porque muitos debates ocorrem sem o consenso ser alcançado. Quando a lei é aprovada, vem com legitimidade, porque o povo espera que os Parlamentares decidam em nome dele.

Nestes tempos de apoteose da militância progressista, surge o burocrata pretensioso, que se considera o interprete do espírito do tempo e resolve decidir sobre o que é melhor para nós. O tecnocrata não foi eleito, apenas detém um conhecimento técnico e ideológico que ousa impor a todos a partir do cargo que ocupa.

Foi isso que aconteceu com a decisão de distribuir livros sobre sexualidade nas escolas de ensino fundamental. O tecnocrata, pretensioso de sua visão de mundo, não respeitou o Plano Nacional de Educação, aprovado pelo Congresso, que retirou o progressismo sexual das abordagens escolares.
O perigo que se capta dessa ousadia da burocracia militante não é somente tomar o lugar do legislador para fazer a política pública, o perigo é que o progressista acredita que os valores formados pelo tempo podem ser descartados, mesmo sem conhecer o que substituirá. Além disso, é uma decisão tomada sem passar pelo contraditório. O máximo que se tem é uma conversa entre as pessoas que comungam com as mesmas ideias.

Vejamos o que os burocratas fanáticos pelo progressismo e pelo multiculturalismo estão impondo às escolas com o objetivo de apagar a percepção lógica de que as pessoas também se diferenciam pelo sexo: agem sem respeito pela educação moral que as famílias dão aos seus filhos, consideram-se melhores educadores morais, e mandam editar livros que induzem os pequenos a experimentarem práticas heterossexuais e homossexuais.

Nós, os conservadores, desconfiamos quando alguém não se importa de destruir tudo que séculos de moral cristã fez para organizar a nossa sociedade. Ao contrário deles, acreditamos que os valores não se fazem a partir de um escritório, mas sim a partir daqueles que resistiram ao teste do tempo.

Será que em algum dia da história um professor ousou dizer para uma criança que ela tem direito ao prazer sexual? Ainda que dissesse, ensinaria que existe direito sem responsabilidade?

Os progressistas acreditam que já conhecem, a priori, as consequências. Entretanto, apenas a imaginação nos traz a dúvida: ao estimular no livros a sexualidade precoce das crianças, os tecnocratas estão ensinando que as crianças podem sair por aí e escolher qualquer pessoa para fazer sexo. Será que esse burocrata, que não foi eleito para fazer as regras, acolheria a criança contaminada ou o filho não planejado que nasceu?

Essas perguntas não são exageradas. Se fossem, os burocratas não cuidariam da própria proteção: em um dos livrinhos distribuídos aos alunos há uma recomendação às crianças para que guardem o livro fora do alcance dos pais. Ao fazerem isso, eles implicitamente assumiram que avançaram para além de sua autoridade; ao fazerem isso, eles praticamente confessaram a corrupção dos menores.

Cético como um bom conservador, não acredito que essa orientação serve apenas para a proteção do burocrata progressista, desconfio que isso seja também uma estratégia. Como os ideólogos sabem que a proibição produz uma atitude de desafio nas crianças, ao dizerem para não mostrarem aos pais, esperam que isso possa estimular a prática sexual pelos filhos. A covardia dessa recomendação é que ela fará os pais demorarem a perceber a mudança de comportamento dos filhos.

A infinita pretensão dos tecnocratas militantes precisa ser vigiada. Sabemos que o Ministério Público interveio para proibir a distribuição dos livros. Conhecendo a insistência dos ideólogos, devemos esperar que em outro momento eles voltem à carga.

É preciso que as famílias compareçam à escola e perguntem que livros são distribuídos aos filhos, investiguem se os valores ensinados pelos livros ou na escola estão compatíveis com o que a família educa, denunciem quando algum professor pretender desviar o comportamento do seu filho.

Muito obrigado.

Sala das Sessões,

ANTONIO BULHÕES
Deputado Federal / PRB-SP