Quadro Dramático do Desemprego

Escrito por Assessoria Parlamentar

QUADRO DRAMÁTICO DO DESEMPREGO

Meus amigos, sem sombra de dúvida, o alto nível de desemprego comparece como o efeito mais cruel da crise econômica brasileira.

Mais cruel e mais rápido, pois, se considerarmos que, ao final de 2014, vivíamos uma situação de quase pleno emprego, e que, hoje, chegamos ao inacreditável patamar de mais de 12 milhões de pessoas desempregadas, verificamos como a crise se volta mais duramente contra o mercado de trabalho e o trabalhador.

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“O fortalecimento do mercado de trabalho, correlato ao desenvolvimento econômico, é essencial à promoção do desenvolvimento social, isto inclui o combate consistente e efetivo à desigualdade e à concentração de riqueza em nosso País.”

Consequência primeira da recessão, as demissões na indústria, comércio e construção civil, sobretudo, levaram a dois novos milhões de desempregados apenas em 2016. E a previsão é de perda de mais de um milhão de postos de trabalho em 2017.

Este é o pior momento do mercado de trabalho brasileiro desde 1991, com a maior taxa de desemprego. Não podemos deixar de mencionar ainda que os números mencionados, relativos à quantidade de desempregados, dizem respeito somente àqueles que estejam procurando emprego, por um período não inferior a 30 dias, isto é, somente nessa condição serão oficialmente incluídos nos cálculos do IBGE.

Isto posto, não hesitamos em afirmar que vivemos um quadro dramático. Não obstante seja um fenômeno contemporâneo em nível mundial, verificável também em sociedades desenvolvidas, é certo que, entre nós, o desemprego configura uma das mais graves contingências do quadro recessivo. Atingindo em cheio as famílias, é devastador tanto do ponto de vista individual quanto do ponto de vista social, uma vez que provoca endividamento, instabilidade e redução no consumo mesmo em itens essenciais.

Finalizando, gostaríamos de enfatizar a necessidade de políticas públicas voltadas ao pleno emprego, no contexto das medidas econômicas a que se propõe o atual governo. O fortalecimento do mercado de trabalho, correlato ao desenvolvimento econômico, é sem dúvida essencial à promoção do desenvolvimento social, com combate consistente e efetivo à desigualdade e à concentração de riqueza em nosso País. Muito obrigado!

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP

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