Prevenção à Febre Amarela

Escrito por Assessoria Parlamentar

PREVENÇÃO À FEBRE AMARELA

2017-02-21 Febre Amarela

Tema: Aumento dos casos e das mortes por febre amarela no Brasil. Importância da tomada de medidas de proteção contra a doença. Orientações do Ministério da Saúde sobre a prevenção e o tratamento da doença.

Data: 21/02/2017
Sessão: 013.3.55.O
Hora: 12:14

O SR. ANTONIO BULHÕES / PRB-SP, pronuncia o seguinte discurso:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, dirijo-me aos nobres pares a fim de abordar o aumento do número de casos e de mortes por febre amarela no Brasil.

Segundo dados do Ministério da Saúde de 3 de fevereiro de 2017, foram notificados 921 casos suspeitos de febre amarela no País. Destes, 161 foram confirmados, 58 foram descartados e 702 permanecem em investigação.

Dos 150 óbitos notificados, 60 foram confirmados, 87 ainda são investigados e 3 foram descartados. Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Tocantins continuam com casos investigados ou confirmados.

Diante desse quadro, é importante que a população conheça informações e os cuidados essenciais para a proteção contra a febre amarela, de modo que reproduzo algumas informações divulgadas pelo Ministério da Saúde:

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus, que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.

Os casos no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos, a diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão.

Na febre amarela silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.

Na febre amarela urbana o vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti ao homem, mas esta não é registrada no Brasil desde 1942.

Qualquer pessoa sem ter sido vacinada que viva ou visite áreas onde há transmissão da doença pode ter febre amarela, independentemente da idade ou sexo.

A doença não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa. É transmitida somente pela picada de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela.

Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Uma pessoa que apresentar esses sintomas deve procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas e, também, se foi observada mortandade de macacos próximo aos lugares visitados e, ainda, se foi vacinada contra a febre amarela.

Não há nenhum tratamento específico contra a doença. O médico tratará os sintomas, como as dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos. Os salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de hemorragias.

A única forma de evitar a febre amarela é através da vacinação. A vacina está disponível gratuitamente durante todo o ano, nas 36 mil salas de vacinação, distribuídas no País.

O esquema da febre amarela é de duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos nove meses e aos quatro anos de idade. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Para quem não tomou as doses na infância, a orientação é de uma dose da vacina e outra de reforço, dez anos depois da primeira.

Além das doses da vacinação de rotina contra a febre amarela, até o momento o Ministério da Saúde enviou 8,2 milhões de doses extras de vacina para cinco estados: Minas Gerais (3,5 milhões), Espírito Santo (2 milhões), Bahia (900 mil), Rio de Janeiro (700 mil) e São Paulo (1,1 milhão).

Nesse momento, em que as estratégias preventivas precisam ser fortalecidas, a população deve acompanhar e seguir as orientações das autoridades sanitárias, e esta Casa, sem dúvida, colaborará na divulgação dessas informações.

Muito obrigado!

ANTONIO BULHÕES
Deputado Federal / PRB-SP