Mortes no Trânsito.

Escrito por Assessoria Parlamentar

Mortes no Trânsito.

Meus amigos, vocês sabiam que as mortes no trânsito no Brasil já superam os crimes de homicídio e as mortes por câncer.

Isto é uma tragédia nacional, que nos coloca na contramão da tendência mundial de redução dos acidentes de trânsito.

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No Brasil, o principal fator da violência no trânsito é humano. É verdade que nossas estradas são precárias, a infraestrutura é deficiente, há falta de ciclovias e falhas na sinalização. Todos estes fatores aumentam o risco, mas eles são enormemente potencializados pela falta de responsabilidade e de perícia dos nossos motoristas.

Condutores de carros e de ônibus, motociclistas, ciclistas e pedestres não observam as mais elementares regras de circulação. Dirigem embriagados, ignoram a sinalização, desrespeitam os limites de velocidade, avançam o sinal e falam ao celular enquanto dirigem.

Outro fator que contribui para os dramáticos índices de morte no trânsito é a ineficiência do poder público na aplicação das leis e a inclinação do brasileiro para burlar regras. Infrações de trânsito são consideradas não mais do que pequenos deslizes.

O acidente de trânsito entre nós é tido como uma fatalidade, um acontecimento fortuito e não previsto, e, quando ele resulta em morte, quase sempre a condenação é por homicídio culposo, ou seja, aquele em que não há intenção de matar.

“Fiscalização constante e eficiente, punição implacável, associada a uma conscientização dos motoristas, podem reduzir os dramáticos índices de acidentes.”

O único caminho para se combater essa cultura da irresponsabilidade é uma fiscalização constante e eficiente, associada a uma punição implacável. É o que se tem tentado fazer com a embriaguez ao volante através da Lei Seca. Mas bastou os motoristas descobrirem que não eram obrigados a soprar o bafômetro e que as blitze poderiam ser dribladas para que os índices de mortes voltassem a crescer.

A morte no trânsito não é uma fatalidade, um acidente imprevisível e inevitável. Ela é resultado de uma conjugação de fatores que interagem e resultam numa fórmula explosiva e perigosa: risco, aventura, displicência, ignorância, desobediência, impunidade.

É preciso disseminar na sociedade a noção de que o acidente de trânsito pode ser evitado com maior senso de responsabilidade por parte do motorista; esta é a chave para que consigamos reduzir os nossos dramáticos índices de acidentes.

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP

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