Medidas preventivas para a gripe H1N1

Escrito por Assessoria Parlamentar

MEDIDAS PREVENTIVAS PARA A GRIPE H1N1

Tema: Divulgação de elenco de medidas preventivas à gripe H1N1

2016-05-17 Gripe H1N1

Data: 17/05/2016
Sessão: 120.2.55.O
Hora: 18:54

O SR. ANTONIO BULHÕES / PRB-SP, pronuncia o seguinte discurso:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, dirijo-me aos nobres pares a fim de abordar tema de extrema relevância para a saúde pública de nosso País.

Trata-se das ações de prevenção contra a infecção pelo vírus da Influenza H1N1, que atualmente afeta vários Estados e já provocou mais de 200 óbitos no País.

Segundo o Ministério da Saúde, a Influenza, geralmente conhecida como gripe, é uma doença viral febril, aguda, geralmente de evolução benigna e que não deixa sequelas.

Muitas vezes é caracterizada pelo início repentino dos sintomas, que incluem: febre, calafrios, tremores, dor de cabeça, dor muscular, falta de apetite e sintomas respiratórios (tosse seca, dor de garganta e coriza). Em geral, a infecção persiste por uma semana.

Os vírus Influenza (incluindo o H1N1) é facilmente transmitido. Isso pode ocorrer de forma direta, por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar; ou por meio indireto, pelas mãos, que, após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de uma pessoa infectada, podem levar o vírus diretamente para a boca, o nariz e os olhos.

É importante saber que existem três tipos de vírus Influenza: A, B e C. O vírus Influenza C causa apenas infecções respiratórias leves e não está relacionado com epidemias. Os outros dois causam epidemias, sendo que o vírus Influenza A é o responsável pelas grandes pandemias, que atingem extensas áreas geográficas. O subtipo H1N1 tem sido detectado em epidemias ocorridas em nosso País.

As infecções que evoluem com maior gravidade, chegando inclusive ao óbito, em geral, ocorrem em idosos, crianças novas, gestantes e pessoas com alguma doença associada.

A principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no País.

O tratamento dos sintomas da Influenza sem complicações deve ser realizado com medicação sintomática, hidratação, antitérmico, alimentação leve e repouso. Nos casos com complicações graves, são necessárias medidas de suporte intensivo. Então, em todos os casos é importante a devida orientação médica.

Atualmente, o medicamento antiviral fosfato de oseltamivir é indicado para o tratamento. Os medicamentos devem ser prescritos pelos profissionais médicos aos pacientes que apresentem condições e fatores de risco a complicações por Influenza e aos casos em que a doença já se agravou.

Em caso de complicações, o tratamento será específico. Assim, é fundamental procurar atendimento nas unidades de saúde, para que haja identificação precoce de risco de agravamento da doença.

No campo da prevenção, a vacinação é uma intervenção fundamental para a redução das consequências da epidemia pelo Influenza. A vacina é ofertada, anualmente, durante a campanha nacional de vacinação contra a Influenza, com o objetivo de reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções causadas pelos vírus, nos grupos prioritários para vacinação.

A vacina da campanha de 2016 é trivalente e protege contra os tipos de vírus A (H1N1), A (H3N2) e Influenza B. A população deve estar atenta às orientações das autoridades sanitárias locais a respeito do período de vacinação e grupos alvos das referidas campanhas.

Outras medidas preventivas também são importantes. Por exemplo, sabe-se que alguns vírus vivem por 2 a 8 horas em superfícies, logo, lavar as mãos com frequência (principalmente antes de consumir algum alimento) ajuda a reduzir as chances de se contaminar a partir dessas superfícies.

Também cito outras medidas preventivas: utilizar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir (para evitar a disseminação da doença); evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; manter os ambientes bem ventilados; evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe; adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Espero ter colaborado na divulgação de informações relevantes para a prevenção da infecção pelo H1N1, por meio da instrução da população a respeito de ações básicas, as quais poderão evitar transtornos pessoais e até sociais.

Muito obrigado.

ANTONIO BULHÕES
Deputado Federal / PRB-SP