Ideologia de gênero

Escrito por Assessoria Parlamentar

Ideologia de gênero.

Quando alguns filósofos sintetizaram a frase de que a Maioria não pode oprimir a Minoria, eles imaginavam a proteção daqueles que não conseguiram fazer prevalecer as próprias ideias políticas.

A democracia dos modernos pressupõe que as polêmicas sejam resolvidas no voto. Vencida ou não a tese, os seus defensores devem observar a lei para tentar mais uma vez.

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Tentar impor, por meios indiretos, a sua vontade, pelo inconformismo da derrota, é fraudar o processo político.

“Querem estatizar as nossas crianças, os estudantes, ou seja, os nossos filhos, dizendo
a eles que o que é certo está errado,e o que é errado está certo.”

É o que vejo com a vontade de emplacar a ideologia de gênero nos Planos Educacionais dos Estados e Municípios. A ideologia de gênero foi derrotada no ano passado aqui na Câmara dos Deputados, durante a votação do Plano Nacional de Educação (PNE).

No nosso País, o Plano Nacional de Educação determina, no artigo 8º, que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar seus correspondentes planos de educação, ou adequar os planos já aprovados em lei, em consonância com as diretrizes, metas e estratégias previstas neste PNE.

No Plano votado pelos representantes do povo e sancionado pela Presidência de República, os dispositivos que se relacionavam com essa confusa ideologia de gênero foram retirados. A promulgação dele significou claramente que o poder político decidiu não aceita-la.

Entretanto, em várias Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores, parece que assistimos a uma inversão daquela preocupação dos primeiros filósofos da democracia moderna.

Antes eles teorizavam que a maioria não poderia pisar na minoria. Hoje vemos que a minoria derrotada quer impor a sua vontade à maioria.

Na democracia, a maioria não pode achatar a minoria. Por outro lado, a minoria precisa entender que a postura vitimista não sensibiliza para sempre.

Querem estatizar as nossas crianças, os estudantes, ou seja, os nossos filhos, dizendo a eles que o que é certo está errado, e o que é errado está certo. E o que é a ideologia de gênero? Querem passar para as nossas crianças, nas salas de aula, a ideia de que o sexo com que nasceram não vincula os seus comportamentos afetivos.

Para que estes novos gêneros fossem protegidos contra a discriminação da instituição familiar, kits gays, bissexuais, transexuais e outros se tornariam obrigatórios nas escolas. Tudo isso sob o rótulo da “promoção da igualdade de gênero”.

O poder público pode e deve informar, aconselhar e estimular as pessoas a fazerem o que é melhor para elas, mas, de modo algum, obrigá-las a isso.

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP

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