Fake News e Campanha Eleitoral

Escrito por Assessoria Parlamentar

FAKE NEWS E CAMPANHA ELEITORAL

2018-04-10 Fake News e Campanha Eleitoral

Tema: Gravidade das consequências da divulgação de fake news nas redes sociais. Alerta à população brasileira sobre a necessidade de confirmação da autenticidade de informações veiculadas na mídia eletrônica, especialmente durante o período de campanhas eleitorais.

Data: 10/04/2018
Sessão: 067.4.55.O
Hora: 18:20

O SR. ANTONIO BULHÕES / PRB-SP, pronuncia o seguinte discurso:

Sras. e Srs. Deputados, ao tempo da terrível Segunda Grande Guerra, o grande estadista inglês Sir Winston Churchill afirmou que “uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”.

Do outro lado do conflito, o bestial Adolf Hitler dava continuidade a seus planos nefandos, ancorado no discurso de que “as grandes massas cairão mais facilmente em uma grande mentira do que em uma mentirinha”. Como se sabe, a expansão do nazismo empurrou goela a baixo das nações devastadas o engodo de sua conformação eugênica.

Trago as duas falas a este pronunciamento como ilustração de temática muito em voga em nossos dias: a divulgação das fake news, as mentiras espalhadas com a feição de notícias revestidas da mais límpida e absoluta autenticidade. Não o são! Constituem, sim, a mais deslavada mentira! Ou são as mais insidiosas calúnias contra histórias, reputações, instituições e biografias!

Já comentei desta tribuna esse assunto. E continuarei trazendo-o a esta Casa dada a gravidade da repercussão de boatos e invencionices, meias verdades, declarações recortadas/distorcidas, enviesados dados supostamente científicos, comportamento que apenas promove destrutiva clivagem social, afetando as próprias bases sobre as quais se constrói uma nação.

A mentira fere, manipula, divide, corrompe…

Cada cidadão precisa se imbuir da responsabilidade de não se tornar veículo transmissor de fake news. Cabe a todos nós buscar confirmação daquilo que passamos adiante, especialmente nesses tempos pós-modernos, Sras. e Srs. Deputados, em que tudo é assaz fluido, em que os avanços tecnológicos nos conectam ao restante do mundo com apenas um clique.

Nesse contexto, quaisquer irresponsabilidades acenderão verdadeiro rastilho de pólvora, que dificilmente poderá ser apagado, não sem antes explodir nomes, imagens e pessoas.

As redes sociais desempenham aqui papel crucial porque permitem compartilhamentos na velocidade da luz – às centenas, aos milhares e aos milhões -, tanto por parte das pessoas quanto por parte dos recursos agregados como mecanismos robôs especialmente concebidos com esse propósito.

Meu veemente apelo desta tribuna e a todos os cidadãos brasileiros diz respeito à necessidade de se confirmarem as informações antes de replicá-las.

Aliás, mais que necessidade, é obrigação moral de quem quer que seja investigar se o que aparece na tela do computador, do tablet ou do smartphone com cuidada aparência de verdade não se apresenta apenas maquiado como tal.

Estamos em pleno ano eleitoral, e certamente os estragos promovidos pelas fake news podem embaraçar candidaturas e solapar de modo bastante grave o processo democrático de escolha dos representantes nas instâncias da administração pública.

Aproveito para lembrar à população como um todo que não cabe apenas aos integrantes do Congresso Nacional, Deputados e Senadores, a obrigação de ser transparentes, verdadeiros e comprometidos com os ideais maiores de cidadania.

Nós somos representantes dessa mesma população e, nessa condição, urge lembrar que todos os brasileiros e brasileiras também partilham da obrigação para com a verdade, afinal, de acordo com o sábio Aristóteles, “o menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança”.

Muito obrigado.

ANTONIO BULHÕES
Deputado Federal / PRB-SP