Educação Sexual

Escrito por Assessoria Parlamentar

Educação Sexual.

Todas as ações que ampliam as fontes de informação do adolescente dever ser previamente vistas com bons olhos, em razão de a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis estar presente inclusive no ambiente da nossa juventude.

Gostaria de ressaltar, contudo, que, apesar de ser favorável à ampliação dos conhecimentos da nossa população, considero bastante importante que as informações passadas sejam cuidadosamente dosadas, de acordo com o público que se deseja atingir.

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Assim, no que se refere à orientação sexual de adolescentes, é preciso que as informações sejam passadas sem excessos, para que elas não acabem banalizando o sexo, muito menos estimulando nossos jovens a praticar o ato sexual.

Dessa maneira, acho totalmente inadequado que a essa faixa etária sejam distribuídas publicações contendo gravuras de sexo explícito entre homens e mulheres, entre homens, e entre mulheres, como na cartilha no passado elaborada pelo Ministério da Saúde, a qual contém, também, formas “corretas” de utilização de álcool e outras drogas.

A orientação sexual está intimamente ligada a princípios e valores e é assunto que cabe primordialmente às famílias, que têm a obrigação de manifestar com clareza o seu posicionamento sobre o que consideram relevante ao desenvolvimento de seus dependentes.

Pode-se afirmar que, em razão da correria do dia-a-dia, pouco tempo há entre pais e filhos para o desenvolvimento de um diálogo.

Isso, de certa forma, constitui-se uma verdade em muitas famílias. E a falta de diálogo pode abrir espaço para o surgimento de vários males, como, por exemplo, a gravidez precoce; o vício das drogas, do fumo e do álcool; o aumento das DSTs.

“Orientação sexual está intimamente ligada a princípios e valores, e cabe às famílias a obrigação de manifestar com clareza seu posicionamento sobre o que é relevante ao desenvolvimento de seus dependentes”.

Contudo, ainda que muitas famílias não estejam cumprindo o seu papel, e seja obrigação do Estado zelar pela saúde pública, é inadmissível que cenas de sexo ou diálogos eróticos sejam amplamente divulgados nas escolas, principalmente por despertar a curiosidade de crianças e adolescentes e causar a erotização precoce, além de incutir-lhes a idéia da naturalidade do sexo livre.

Dessa forma, entendo que há a necessidade de o Governo rever suas cartilhas, excluindo informações demasiadas que afrontam os princípios morais presentes em nossas famílias.

Acho que é de grande valia que informações sobre anatomia, gravidez e prevenção de doenças sejam divulgadas nas escolas, em complemento com as passadas pelas famílias. Mas sempre, reitero, sem excessos, sem a supervalorização do sexo, que é apenas uma das diversas dimensões da nossa existência e, assim, como as demais, tem a sua relevância e a sua complexidade.

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB

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