Educação como Instituição

Escrito por Assessoria Parlamentar

EDUCAÇÃO COMO INSTITUIÇÃO

Meus amigos, temo parecer repetitivo, mas pelo que vamos conhecendo como política pública, acredito que esperaremos muito tempo para o conceito do Brasil subir na escala de países em termos de educação.

Em certa ocasião. A presidente Dilma disse concordar com uma apresentadora que diz querer ver o filho de rico numa escola pública. Entendo educação como algo maior onde estão contidos os universos dos valores familiares e os da instrução acadêmica.

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“É momento de atentar para uma pedagogia do ensino pautada em uma educação ética, que saiba reconhecer os limites entre os valores tradicionais da família e o estado como uma entidade servidora da sociedade. Não ao contrário”.

Alguns críticos argumentam que famílias vão se formando sem qualquer preparo e à escola caberia transmitir os valores para as crianças. Esta é uma compreensão bastante disseminada na elite que se acha mais especial e sabedora do que é bom para os outros.

Essas elites, que se chamam de progressistas, não podem querer transformar a educação em doutrinação ideológica.

Será que um pai rico e responsável permitiria que seu filho estudasse numa escola pública com os professores formados por uma ideologia transversal pornográfica? Por isso, não concordo quando a apresentadora do programa de TV diz querer ver o filho de rico na escola pública. Na escola pública, a família tem pouca efetividade em se fazer ouvir. Os professores acham que sabem mais e não têm a preocupação com o emprego, porque os sindicatos os protegem.

Nas escolas privadas, o programa pedagógico é de responsabilidade da direção. Se a família estiver descontente com o que é ensinado aos filhos, a reclamação seria mais facilmente admitida, afinal, o cliente tem sempre razão. Por isso, o ideal utópico seria que os filhos de pobres estudassem nas escolas de rico, para tentar escapar do proselitismo ideológico e da vulgaridade.

Precisamos é de ensino clássico nas escolas, para ver se conseguimos subir no ranking mundial de educação. É a qualidade do ensino clássico que proporciona o progresso, porque o trabalhador com maior educação formal também tem maior produtividade.

Estamos num ponto de decisão. Muito investimento já foi feito em educação. Talvez agora esteja no momento de atentar para a pedagogia do ensino. De um ensino que se paute em uma educação ética, que saiba reconhecer os limites entre os valores tradicionais da família e o estado como uma entidade servidora da sociedade. Não ao contrário.

É assim que nós conservadores entendemos o que é uma política pública de educação.

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP

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