Dia Mundial do Trabalho

Escrito por Assessoria Parlamentar

DIA MUNDIAL DO TRABALHO

Tema: Pesar pelo quadro de desemprego e crise econômica no Brasil, ao ensejo do transcurso do Dia Mundial do Trabalho.

2016-05-03 Dia do Trabalho

Data: 03/05/2016
Sessão: 105.2.55.O
Hora: 17:50

O SR. ANTONIO BULHÕES / PRB-SP, pronuncia o seguinte discurso:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o trabalhador brasileiro tem pouco a comemorar no 1º de Maio de 2016. É muito triste ver que o Governo, que se diz trabalhista, esteja administrando a máquina pública de forma tão contrária aos interesses daqueles que deveriam ser seus principais apoiadores.

O trabalho é de suma importância para qualquer economia, pois é a fonte de significativa parcela das transformações de matérias-primas em produtos e serviços consumíveis. O sinal do progresso de uma nação deve ser pautado por princípios de justiça e solidariedade, e é visto não apenas no crescimento da produção, como também na distribuição dessas riquezas por toda a força produtiva. O trabalhador só é devidamente valorizado quando há baixo desemprego e boa renda.

Ocorre que nenhum desses sinais de progresso tem caracterizado a economia brasileira. O PIB encerrou 2015 com decrescimento de 4%. A má administração das finanças públicas prejudicou a economia sobremaneira. As pedaladas fiscais e a assinatura dos créditos suplementares sem autorização deste Congresso Nacional levaram a que poucos agentes econômicos pudessem considerar o exercício financeiro passado como exitoso.

Se isso não fosse por si só um problema de alta gravidade, o que dizer do fato de as perdas da classe trabalhadora terem sido das mais severas de toda a cadeia econômica?
Sim, Sr. Presidente, o Governo do partido que se diz dos trabalhadores faz pesar sobre as costas do seu natural eleitorado os mais severos efeitos da crise econômica a que nos conduziu.

A taxa de desocupação, que terminou 2014 em menos de 6,5%, foi registrada em mais de 9% ao fim do ano passado. E o início de 2016 não trouxe boas novidades. O avanço da desocupação foi de mais de meio ponto percentual em apenas um mês. Caso isso se afirme como uma tendência, em breve o País terá o dobro de desempregados do término de 2014.

O pior é que a situação calamitosa não se encerra na alta do desemprego. Mesmo aqueles que ocupam postos de trabalho sofrem os efeitos da crise em nível intenso. Enquanto a economia brasileira decresceu 4% no ano de 2015, a queda salarial entre dezembro de 2014 e janeiro de 2016 foi próxima do dobro desse valor. O IBGE apurou que o rendimento médio real do trabalho principal dos brasileiros teve queda de mais de R$170,00 dos já parcos menos de R$2.300,00, registrados em janeiro deste ano.

O que se verifica, portanto, é que o Governo adotou política econômica em total desrespeito ao programa que o elegeu. Os que acusam esta Casa de golpista não consideram que tal desrespeito revela que o próprio Governo desconstituiu o voto que recebeu de inúmeros eleitores, que, inclusive, apoiam o impeachment hoje. Assim, é preciso que haja logo a troca de Governo, para que o trabalhador possa voltar a comemorar o 1º de Maio.

Muito obrigado.

ANTONIO BULHÕES
Deputado Federal / PRB-SP