Dia Internacional do Jovem Trabalhador

Escrito por Assessoria Parlamentar

DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR

2017-04-26 Dia do Jovem Trabalhador

Tema: Transcurso do Dia Internacional do Jovem Trabalhador.

Data: 26/04/2017
Sessão: 093.3.55.O
Hora: 14:20

O SR. ANTONIO BULHÕES / PRB-SP, pronuncia o seguinte discurso:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no dia 24 de abril comemora-se o Dia Internacional do Jovem Trabalhador. A data foi instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), para destacar a importância do acesso de novos profissionais ao mercado, no mundo todo.

Embora esses jovens estejam em condições de contribuir com ideias renovadoras para a evolução das empresas, os últimos anos não lhes têm sido muito favoráveis. Em média, na Europa, cerca de 13% dos jovens não trabalham nem estudam. E há casos extremos como o da Grécia, onde o percentual de jovens desempregados chega a 59%.

Tal situação confere grande poder de barganha aos empregadores e deu origem ao termo “22-22-22”. Trata-se da maneira um pouco caricatural de descrever a tendência à contratação de pessoas em torno de 22 anos de idade, por um salário de até 22 mil dólares por ano – valor baixo segundo os padrões americanos ou europeus -, para trabalhar 22 horas por dia.

Deixando de lado o exagero, percebe-se que, aqui no Brasil, o jovem que tenta ingressar no mercado de trabalho também encontra diversos obstáculos.

De acordo com a legislação nacional, a idade mínima de ingresso nesse mercado é de 16 anos, com exceção dos menores aprendizes, que podem fazê-lo aos 14 anos, seguindo normas específicas. Dessa forma, o jovem poderia complementar o seu aprendizado, bem como conhecer melhor o dia a dia das empresas e até fazer algum tipo de planejamento de carreira.

Entretanto, com o agravamento da crise, essa oportunidade lhe tem sido negada, pois as empresas têm se mostrado mais cautelosas em relação a novas admissões. Mesmo as características positivas reconhecidas nos jovens pretendentes a uma vaga, como maior flexibilidade, capacidade de adaptação a mudanças tecnológicas e empreendedorismo, têm sido incapazes de reverter esse quadro desalentador.

No momento em que o Brasil debate uma questão de suma importância como a aposentadoria, é preciso dar atenção também àqueles que devem enfrentar a primeira etapa de sua trajetória laboral. Tanto as velhas gerações quanto as novas são partes indissociáveis do compromisso que possibilita a unidade do tecido social.

Atando as duas pontas da vida, é fundamental assegurar o direito dos jovens à educação, à qualificação profissional e ao emprego digno. Assim, também se estará garantindo o direito dos que já trabalharam, já contribuíram e chegaram à idade do merecido descanso.

Muito obrigado!

ANTONIO BULHÕES
Deputado Federal / PRB-SP