Crise Hídrica e de Energia

Escrito por Assessoria Parlamentar

Crise hídrica e de energia.

O País tem à frente as suas dificuldades crônicas, do ponto de vista estrutural, imperativos históricos, que mais uma vez desafiam os orçamentos, a criatividade e a boa gestão.

E há também inúmeros problemas de outra ordem e outra etiologia que estão tirando o sono dos brasileiros. Entre estes, a crise hídrica, que não começou nesta estação, mas que no momento toma proporções assustadoras, especialmente no Sudeste.

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Engenheiros, ambientalistas, meteorologistas, governos e cidadãos estão perplexos.

Tomo o meu Estado por exemplo.

São Paulo é hoje o emblema da perplexidade. Ao longo do último período chuvoso compreendido entre outubro de 2013 e março de 2014, já se tinham sinais da catástrofe.

Agrava, no caso presente, que as chuvas, além de insuficientes, são sobremodo desiguais, quanto à distribuição por áreas afetadas. A Região Metropolitana tende a receber mais chuva, em razão da ilha de calor formada pela grande densidade de núcleos urbanos.

Enquanto isso, a situação nas áreas dos mananciais é dramática, com precipitações insuficientes. As previsões atestam que o Sistema Cantareira continuará a registrar chuvas abaixo da média, pelo menos até abril, de acordo com o Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal, do Ministério de Ciência e Tecnologia.

Em face disso, há uma pergunta que não quer calar: o Brasil vai parar? Ninguém sabe responder com precisão.

O poder público, a sociedade, a ciência e tecnologia precisam se colocar à altura do desafio. A realidade mudou. O clima, no mundo, mudou.

Mais do que contribuir, precisamos todos, a sociedade brasileira, dar a sua cota de sacrifício. Que seja, no entanto, uma cota também de caráter proativo, buscando soluções definitivas.

O sufoco de agora não pode se repetir.

Antonio Bulhões
Deputado Federal – PRB/SP

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