Convivência familiar

Escrito por Assessoria Parlamentar

CONVIVÊNCIA FAMILIAR.

Meus amigos, todos os dias, os meios de comunicação possuem vasta quantidade de matérias relacionadas à violência, que se manifesta por meio de diversas maneiras, como homicídios, assaltos, sequestros e tráfico de drogas.

Estas são formas explícitas de violência, ao contrário daquela que ocorre de forma mais velada, no ambiente familiar, que não aparece nos noticiários, mas contribui indiretamente para a ocorrência de diversas mazelas da sociedade.

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Refiro-me, amigos, à situação de quase abandono a que tem sido submetida a maioria das nossas crianças e adolescentes.

“Crianças e adolescentes que crescem distantes de uma referência familiar tendem a apresentar mais problemas de saúde e transtornos psiquiátricos, em que a depressão ocupa papel de destaque”.

Hoje, os cuidados que deveriam ser prestados pela família têm sido cada vez mais delegados a terceiros. Assim, babás, creches e escolas têm ocupado um espaço maior na vida da criança, em uma fase que ela mais necessita de um adulto para satisfazer suas múltiplas necessidades.

É importante ressaltar que terceiros podem suprir as necessidades fisiológicas de uma criança, mas eles não podem substituir os familiares quando se trata de satisfazer necessidades afetivas.

Psiquiatras e psicólogos podem confirmar que crianças e adolescentes que crescem distantes de uma referência familiar tendem a apresentar mais problemas de saúde e transtornos psiquiátricos, em que a depressão ocupa papel de destaque.

Talvez os profissionais do magistério sejam os primeiros a notar esses distúrbios, que podem manifestar-se de diversas maneiras, como a timidez excessiva, agressividade ou hiperatividade.

São principalmente os pais que devem ensinar ao filho o significado de ética, moral e limites, ajudando-o a superar dificuldades, a lidar com as frustrações, a se tornar, sobretudo, um cidadão preocupado não só com o seu bem-estar, mas com o de toda a coletividade.

Esse é um fenômeno que ocorre independen-temente da classe social.

Quando os pais se ausentam para trabalhar, os filhos, quando não envolvidos em múltiplas atividades extra-curriculares, preenchem o seu tempo assistindo à TV, ou conectado à Internet. Ao retornarem, simplesmente cansados ou carregando para casa mais trabalho, esses pais já não possuem disposição para dar atenção aos seus filhos, ficando o diálogo prejudicado.

Nunca é demais lembrar que a família é a base da sociedade. Se ela apresenta problemas, seus reflexos são sentidos pelo Estado.

Assim, deve-se promover ações que auxiliem no fortalecimento da instituição familiar, como uma das maneiras de se conter a violência. Fortalecer, pois, a família é garantir a continuidade do futuro da própria sociedade.

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP

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