Consumo de Álcool

Escrito por Assessoria Parlamentar

CONSUMO DE ÁLCOOL

Tema: Preocupação com o inadequado consumo de substâncias entorpecentes pela juventude brasileira em especial, o álcool. Defesa de intensificação de campanhas educativas sobre o consumo de bebidas alcoólicas e aperfeiçoamento dos órgãos de fiscalização para a eficácia da Lei Seca.

2015-03-19consumo-alcool

Data: 19/03/2015
Sessão: 039.1.55.O
Hora: 19:06

O SR. ANTONIO BULHÕES / PRB-SP, pronuncia o seguinte discurso:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, cenas preocupantes foram divulgadas em recentes matérias jornalísticas, com jovens expostos aos malefícios decorrentes do uso abusivo do álcool. Foi o ocorrido no chocante caso do jovem estudante que, após consumir elevada quantidade de bebida durante uma festa universitária, acabou falecendo na cidade de Bauru, no Estado de São Paulo.

O caso, com a repercussão alcançada, deixou evidente a situação de extrema vulnerabilidade de tantos jovens. E o que é ainda mais grave: situações semelhantes ocorrem de norte a sul do País, onde alunos transformam o espaço escolar em lugar para festas marcadas pelo inadequado consumo de substâncias entorpecentes.

Especificamente em relação ao álcool, estudos médicos revelam o quanto ele pode ser nocivo à saúde. Ingerido em excesso, ele impacta o organismo de diferentes formas. Além de danificar a memória e gerar dependência química, o álcool pode afetar o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea, com consequências muitas vezes irreparáveis.

E se na esfera individual encontramos essa série de efeitos danosos, no plano social a situação também demanda atenção. O problema, além de favorecer a desagregação familiar, com frequência aparece nas estatísticas de acidentes automobilísticos, comprovando o perigo existente quando o álcool é associado à direção.

Nesse sentido, recente levantamento do Ministério da Saúde aponta o índice aproximado de 20% de vítimas de trânsito atendidas em hospitais públicos que ingeriram bebida alcoólica. O levantamento, integrante do estudo feito pelo Sistema Vigilância de Acidentes e Violências, revela que, entre os atendimentos por acidentes, a faixa etária mais comum foi de 20 a 39 anos – 39,3%.

Índices preocupantes, pois, além dos acidentes fatais, não podemos esquecer o elevado número de acidentados com algum tipo de lesão. Essa realidade é comprovada em dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, nos quais podemos verificar a elevadíssima quantidade de lesões corporais culposas decorrentes de acidentes de trânsito. Tais dados, além de reforçar a necessidade de intensificação de campanhas educativas, revelam a urgência no aperfeiçoamento dos órgãos de fiscalização, tudo para que a denominada Lei Seca adquira o grau de efetividade esperado.

Sras. e Srs. Deputados, sabemos o profundo impacto que o álcool causa em toda a sociedade. E quando verificamos com maior atenção os números referentes aos jovens afetados pelo problema, a situação ganha contornos ainda mais dramáticos.

Reitero, portanto, meu compromisso em continuar a luta em prol da qualidade de vida de nossa juventude.

Muito obrigado.

Sala das Sessões,

ANTONIO BULHÕES
Deputado Federal / PRB-SP