Câncer de pele

Escrito por Assessoria Parlamentar

CÂNCER DE PELE

Tema: Importância da implementação de políticas públicas de prevenção e combate ao câncer, em especial, o câncer de pele.

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Data: 24/02/2015
Sessão: 013.1.55.O
Hora: 17:18

O SR. ANTONIO BULHÕES / PRB-SP, pronuncia o seguinte discurso:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, encareço o empenho dos órgãos e autoridades competentes na adoção de medidas de prevenção e combate ao câncer, inclusive com o desenvolvimento de campanhas destinadas a ampliar o conhecimento do público acerca da doença.

Na oportunidade, desejo focalizar, em especial, o câncer de pele e ressaltar a importância das medidas preventivas. Há de se evitar a exposição excessiva aos raios ultravioleta, contando também com o uso constante de filtro solar, chapéus, viseiras e outras formas de proteção.

O câncer de pele do tipo não melanoma aparece como a modalidade de câncer com maior incidência entre a população brasileira. São três os tipos mais comuns de câncer de pele. Com registro de 70% dos casos, o carcinoma basocelular é o mais frequente. Seu crescimento é lento. Muito raramente se dissemina à distância, mas pode destruir os tecidos a sua volta, atingindo até cartilagens e ossos. Já o carcinoma espinocelular, segundo tipo mais frequente de câncer de pele, tem crescimento mais rápido e pode enviar metástases à distância para gânglios linfáticos e outros órgãos. Por fim, o melanoma, que, embora menos frequente, é o tipo de câncer de pele mais perigoso, sendo fundamental que se efetue o diagnóstico precocemente para que se consiga a cura da doença.

Além da ênfase às campanhas educativas e da contínua atenção aos fatores de risco, recomenda-se a realização de exames periódicos. Vale notar que o diagnóstico no estágio inicial dos casos de câncer amplia a possibilidade de cura em nove de cada dez casos.

Cabe, nesse sentido, enaltecer e apoiar as instituições da área de saúde dedicadas aos relevantes trabalhos de prevenção, pesquisa e tratamento. Portanto, defende-se a aprovação de proposições que criam entidades e fundos com essa finalidade, como o Fundo Nacional de Combate ao Câncer. A mesma atitude se justifica com relação às proposições que preveem a destinação de mais recursos para a área de saúde.

Devemos, na Câmara dos Deputados, proporcionar, sim, todo o suporte requerido para o melhor desempenho possível dos órgãos e profissionais responsáveis pelas políticas e ações de controle do câncer no Brasil. Para tanto, constituem fatores preponderantes a gestão eficiente, o correto uso dos recursos disponíveis, o planejamento e a avaliação isenta das estratégias adotadas e dos resultados alcançados no controle da doença.
Impõe-se, com efeito, reforçar o alerta não só contra o câncer de pele, mas contra todos os tipos de câncer e seus fatores de risco, bem como promover a prática de hábitos saudáveis e a realização de consultas e exames regulares, entre outras medidas preventivas.

O elevado número de casos de câncer de pele no Brasil constitui, no entanto, motivo de especial preocupação. Esse tipo de doença, além de representar parcela significativa da demanda por serviços de saúde, responde ainda por grande quantidade de óbitos.

Reitero, por conseguinte, a necessidade de intensificar as medidas preventivas, como as de proteção para a pele, e também proceder a exames periódicos, bem como estimular a pesquisa científica e garantir as demais condições para a competente atuação dos profissionais da área de saúde. Trata-se, em suma, de priorizar efetivamente a saúde e concorrer, de modo decisivo, para que se preste o atendimento adequado aos pacientes e às respectivas famílias.

Tudo isso, evidentemente, depende do esforço conjunto e do firme compromisso de contribuir sempre para a desejada melhoria na qualidade dos serviços de saúde e para a crescente difusão das informações pertinentes, úteis e esclarecedoras, de modo a alcançar todo o território nacional e todos os segmentos da população. Urge capacitar, cada vez mais, o País e a sociedade na luta contra essa grave doença, cuja incidência e efeitos podem e devem ser reduzidos. Que se proceda, então, aos devidos cuidados em termos de prevenção, que os casos da doença possam ser diagnosticados com maior antecedência, que sejam obtidos melhores resultados nos tratamentos, para que mais vidas sejam preservadas.

Pela dignidade do ser humano! Pela valorização da saúde e da vida!

Muito obrigado.

Sala das Sessões,

ANTONIO BULHÕES
Deputado Federal / PRB-SP