A crise no sistema educacional

Escrito por Assessoria Parlamentar

A crise no sistema educacional.

Às vezes acontece de você já conhecer uma realidade, e mesmo assim ficar triste ao ser lembrado dela.

Nós já sabemos que o sistema educacional brasileiro deixa a desejar em muitos aspectos.

Da população de 25 a 34 anos, só 13% têm educação superior completa, e apenas 57% concluíram o ensino médio. Esses são só alguns dos nossos lamentáveis números — não vamos nem falar daqueles dos exames internacionais.

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“Fatos demonstram que aprendemos a atacar a miséria, mas somos incompetentes em melhorar a educação”.

Sim, a situação da educação brasileira, eu já a conhecia. Mesmo assim, alguns textos recentes veiculados na imprensa me causaram genuína consternação.

Um deles dizia que “a crise da educação é mais grave do que a da pobreza”. E explica: a parcela de brasileiros em situação de extrema pobreza caiu de 15% para 3% desde o ano 2000, mas a parcela de analfabetos teve uma queda bem menor, de 12% para 9%.

Ou seja, hoje, “os problemas da educação atingem muito mais gente do que a pobreza”.

Esses números demonstram que já sabemos atacar a miséria, mas temos uma “incompetência” em melhorar a educação. E isso me entristece e me preocupa muito.

Aqui na Câmara e em outras instâncias de decisão, precisamos nos responsabilizar por isso.

Precisamos discutir soluções, e não as soluções fáceis, mas as difíceis, mesmo. Já decidimos aumentar o aporte de recursos públicos à educação, agora o Estado precisa gastá-los bem.

O Brasil não vai mais crescer se não tivermos educação de qualidade. A crise econômica que vivemos agora é exatamente uma prova disso.

Ou melhoramos a educação, ou a estagnação passará a ser a regra, e não a exceção.

Antonio Bulhões
Deputado Federal / PRB-SP

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