Dia Internacional Contra a Exploração da Mulher

Faz-se necessário, e urgente, educar para o convívio respeitoso e digno entre mulheres e homens, em todas as sociedades do planeta. Temos essa dívida com toda a imensa parcela de mulheres que ainda é cruelmente explorada, no Brasil e no mundo.

/imagens/bannerbrasao.jpgData: 25/10/2011

Sessão: 296.1.54.O

Hora: 15:40

 

O SR. ANTONIO BULHÕES / PRB-SP, pronuncia o seguinte discurso:

 

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no dia 25 de outubro assinala-se uma data que, embora receba pouco destaque nos meios de comunicação, é de grande importância para o debate sobre a condição feminina - refiro-me ao Dia Internacional contra a Exploração da Mulher, instituído pela ONU.


Quando falamos em "exploração", imediatamente pensamos em prostituição e abuso sexual. Estas são, sem dúvida, formas de exploração, e das mais abjetas, porém são muitos e variados os outros mecanismos de exploração que atingem as mulheres.


Ainda hoje, é comum mulheres serem preteridas para cargos de comando somente em função do gênero, e sabemos que em cargos equivalentes no mercado de trabalho a média salarial das mulheres é inferior à dos homens.


À exploração econômica, somam-se os estereótipos e as convenções sociais que historicamente continuam demarcando determinados lugares de menor prestígio social para as mulheres, com o objetivo de manter estruturas que favorecem os homens.


Tarefas consideradas femininas em determinado período histórico, como as tarefas domésticas, continuam sendo atribuídas às mulheres, mesmo após sua incorporação ao mercado de trabalho, gerando duplas ou triplas jornadas às mulheres trabalhadoras.


Outra forma sutil - mas não menos perversa - de exploração da mulher é aquela realizada pela indústria da publicidade, que trata os corpos e, muitas vezes, a vida das mulheres como mercadoria a ser comercializada. Aprofunda-se, dessa forma, a ideia de que à mulher compete apenas o âmbito privado, seja por meio das formas mais tradicionais, como a submissão doméstica, seja por meio de uma nova roupagem, como objeto.


Não vamos ignorar aqui os enormes avanços conquistados pelas mulheres nas últimas décadas, graças, em grande parte, aos movimentos liderados por elas próprias. A mulher ganhou a arena pública, conquistou o direito de votar e de ser votada, ocupa lugares de destaque na política e na vida profissional, tem direitos trabalhistas, independência financeira e autonomia cada vez maiores.


Todas estas merecidas conquistas, porém, estão circunscritas a algumas sociedades. Em um número muito significativo de países, as mulheres ainda são tratadas como seres inferiores, subjugadas às decisões e vontades dos maridos, companheiros, pais e até irmãos mais jovens, sem direito a voz e a voto. Tolhidas nos seus direitos mais básicos, são exploradas sexual e moralmente e, com a complacência do Estado, sofrem assédios de toda a ordem.


Por mais heroica que seja a luta das mulheres pelo fim da exploração e da discriminação, constata-se que elas sozinhas não têm força para assegurar a emancipação a todas as mulheres do mundo.


Em tentativa de frear os abusos contra as mulheres, a ONU formulou uma convenção específica, a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, que entrou em vigor em 1981, e criou várias datas dedicadas à reflexão sobre a condição feminina, como esta que agora assinalamos.


A despeito de todos estes esforços, no entanto, o desrespeito e a exploração das mulheres ainda são tidos como normais e naturais em grande parte do planeta. É uma situação grave, que desafia os melhores propósitos da comunidade internacional, e acreditamos que a única maneira de reverter esse quadro é por meio da educação para a igualdade de gênero e para o respeito às diferenças desde os primeiros anos de vida.


Faz-se necessário, e urgente, educar para o convívio respeitoso e digno entre mulheres e homens, em todas as sociedades do planeta. Quem sabe assim poderemos um dia, em um 25 de outubro, lembrar como a humanidade conseguiu superar essa triste realidade. Temos essa dívida com toda a imensa parcela de mulheres que ainda é cruelmente explorada, no Brasil e no mundo.

Muito obrigado.

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